O guia de estilos de programação PEP8 do Python

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✅ Artigo atualizado em Setembro 2026 Revisamos o texto contra a PEP 8 oficial: quebra de linhas com parênteses (e não barra invertida), o nome CapWords para classes, limites de 79/72/99 caracteres, comentários e as ferramentas atuais de verificação (pycodestyle, flake8 e Ruff).

Salve salve Pythonista!

Na programação, além de termos a preocupação em criar um código funcional e eficiente, também é importante manter um padrão de escrita que facilite a leitura e a manutenção do código ao longo do tempo.

Dessa forma, o código se torna mais fácil de entender e mais amigável tanto para o próprio desenvolvedor quanto para outros colaboradores que possam trabalhar no mesmo projeto.

O Python é uma linguagem conhecida por ter uma sintaxe clara e legível.

Isso se deve em parte ao PEP8, que é o guia de estilos de programação recomendado para Python.

Neste artigo, vamos explorar os principais pontos do PEP8 e entender como utilizá-lo em nossos projetos.

Vá Direto ao Assunto…

Por que seguir o PEP8?

Seguir o PEP8 traz diversas vantagens para um desenvolvedor Python.

Primeiramente, como mencionado anteriormente, o código se torna mais fácil de entender e de dar manutenção.

Isso porque o PEP8 define regras claras para nomes de variáveis, indentação e organização de código.

Outra vantagem é a padronização do código: quando todos os colaboradores de um projeto seguem o mesmo guia de estilos, a leitura e o entendimento do código se tornam mais rápidos e fluidos.

Além disso, a consistência do código facilita a identificação de erros e a realização de revisões.

Seguir o PEP8 é uma prática muito valorizada pela comunidade Python.

Ao compartilhar seu código com outros desenvolvedores ou ao contribuir para projetos open-source, seguir o guia de estilos de programação do Python demonstra profissionalismo e respeito pela comunidade.

Os principais pontos do PEP8

Indentação e espaçamento

Um dos pilares do PEP8 é a padronização da indentação e espaçamento do código.

O uso correto de espaços em branco ajuda a tornar o código mais legível.

As principais recomendações estão relacionadas à quantidade de espaços para fazer a indentação.

O PEP8 recomenda o uso de 4 espaços para cada nível de indentação.

Não é recomendado o uso de tabulações para realizar a indentação: segundo a PEP 8, tabs só devem ser usados para manter a consistência com código que já está indentado com tabs. E o Python não permite misturar tabs e espaços na indentação.

Outro ponto importante é a separação de operadores e argumentos por espaços.

Por exemplo, em uma chamada de função, deve-se deixar um espaço após cada vírgula que separa os argumentos.

Portanto, o seguinte código não segue o PEP8:

1
2
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9
def soma(num_1: int, num_2: int) -> int:
    return num_1 + num_2


resultado = soma(1,2)

# O correto seria
resultado = soma(1, 2)
#                  ^ espaço

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Nomes de variáveis

A escolha dos nomes de variáveis também é uma parte importante do PEP8.

O uso de nomes descritivos ajuda a entender a função e propósito de cada variável no código.

De acordo com o guia de estilos, é recomendado utilizar letras minúsculas e separar palavras por sublinhados (snake_case) para nomes de variáveis e funções.

Por exemplo:

1
2
nome_completo = "John Doe"
idade = 30

Para nomes de Classes, por convenção, utiliza-se a notação que a PEP 8 chama de CapWords (também conhecida como CamelCase), ou seja, cada palavra começa com letra maiúscula e não há sublinhados, como em PessoaDesenvolvedora. Siglas ficam todas em maiúsculas: HTTPServerError é melhor que HttpServerError.

Por exemplo:

1
2
3
4
class Pessoa:
    def __init__(self, nome, idade):
        self.nome = nome
        self.idade = idade

Portanto, não faça:

1
2
3
4
class Pessoa_Desenvolvedora:
    def __init__(self, nome, idade):
        self.nome = nome
        self.idade = idade

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Comprimento das linhas

O PEP8 recomenda que as linhas não ultrapassem 79 caracteres, e que docstrings e comentários fiquem em até 72. Equipes que concordem entre si podem aumentar o limite do código para até 99 caracteres, mantendo docstrings e comentários em 72.

Para linhas mais longas, a forma preferida é aproveitar a continuação implícita dentro de parênteses, colchetes e chaves: basta envolver a expressão em parênteses. A barra invertida (\) ainda é aceita em alguns casos, mas os parênteses devem ser preferidos. E, em código novo, a PEP 8 sugere quebrar a linha antes do operador, para que cada operador fique junto do seu operando.

Veja um exemplo:

1
2
3
4
resultado_muito_longo = (
    variavel_a + variavel_b + variavel_c
    + variavel_d + variavel_e
)

Seguir esses detalhes de estilo é importante, mas virar um programador de verdade exige prática guiada, com quem já passou por isso. A Jornada Python entrega exatamente isso, com suporte de professor, do Python básico ao Django:

Comentários

Os comentários são uma parte importante do código, pois ajudam a explicar a lógica por trás de cada trecho.

No entanto, é importante utilizar os comentários de forma consciente e evitar excessos.

Segundo o PEP8, os comentários devem ser claros, escritos como frases completas e mantidos atualizados quando o código muda. Os comentários de bloco ficam em linhas próprias, com a mesma indentação do código que comentam, e cada linha começa com # e um espaço. Comentários na mesma linha do código (inline) devem ser usados com moderação, separados da instrução por pelo menos dois espaços.

Outros pontos importantes

Além dos pontos mencionados acima, o PEP8 também aborda outras questões relevantes, como:

  • Separar definições de funções e classes de nível superior com duas linhas em branco, e métodos dentro de uma classe com uma.
  • Não deixar espaços em branco no fim das linhas. (A PEP 8 não fala do fim do arquivo, mas a convenção verificada pelo pycodestyle é terminar o arquivo com uma única quebra de linha, sem linhas em branco extras.)
  • Importar módulos em linhas separadas (import os e import sys em vez de import sys, os; já from subprocess import Popen, PIPE é aceito).
  • Evitar espaços extras logo dentro de parênteses, colchetes e chaves: spam(ham[1], {eggs: 2}) em vez de spam( ham[ 1 ], { eggs: 2 } ).

Conclusão

Em resumo, seguir o guia de estilos de programação do Python, conhecido como PEP8, traz diversas vantagens para um desenvolvedor Python.

Além de tornar o código mais legível e fácil de dar manutenção, o PEP8 padroniza a escrita do código, facilitando a colaboração em projetos e demonstrando profissionalismo para a comunidade.

Ao utilizar nomes de variáveis descritivos, indentação correta, espaçamento adequado e seguir as demais recomendações do PEP8, seu código Python se tornará mais coerente, legível e de fácil manutenção.

Para verificar automaticamente se o código segue essas diretrizes, a ferramenta de referência é o pycodestyle (o antigo pep8), que checa o código contra boa parte das convenções da PEP 8. O flake8 usa o pycodestyle por baixo e ainda aponta erros como imports não utilizados. Já o Ruff reimplementa essas regras nos grupos E e W, mas a maioria não vem ligada por padrão e algumas regras de espaçamento (como a do espaço depois da vírgula) ainda exigem o modo --preview. Além do linter, o Ruff traz o ruff format, um formatador compatível com o Black que ajusta esse tipo de detalhe sozinho (no exemplo da seção de espaçamento, ele transforma soma(1,2) em soma(1, 2)).

O Pylint também verifica estilo, mas é um linter mais amplo e opinativo, e hoje não acusa, por exemplo, a falta de espaço depois da vírgula em soma(1,2).

Utilizar uma dessas ferramentas em seus projetos é uma ótima maneira de garantir a aderência ao guia de estilos.

Seguir o PEP8 é uma prática que todo desenvolvedor Python deveria adotar, pois contribui diretamente para a qualidade e a legibilidade do código fonte.

Mantenha-se atualizado sobre as últimas diretrizes do PEP8 e torne-se um programador Python mais eficiente e profissional.

Espero que tenha curtido esse Post!

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